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Luiz Carlos Estraviz fala sobre a Tecnologia LiDAR – Aplicação Agrícola e Florestal

“Tecnologia LiDAR – Aplicação Agrícola e Florestal”.

 

A modernização do monitoramento florestal e da produção agrícola permite o aprimoramento das estimativas de estoque de produtos e serviços, o que consequentemente, melhora o gerenciamento de seus recursos. A telemetria laser com LiDAR, a estereoscopia e a visão computacional que se utilizam da reconstrução dos ambientes em 3D são exemplos de tecnologias disruptivas nesses setores.

Oferecendo um acompanhamento preciso a partir do desenvolvimento de soluções personalizadas de acordo com a cultura de interesse, a tecnologia LiDAR apresenta diferentes funcionalidades. O escaneamento a laser aerotransportado, ou LiDAR ALS (airborne laser scanning), produz informação que caracteriza a paisagem florestal com precisão centimétrica. Essa informação permite ao gestor monitorar as suas atividades. 

O LiDAR aerotransportado gera diversos produtos, como modelo digital de terreno (MDT), microzoneamento hidrográfico, delineamento de microbacias, caracterização morfométrica do relevo (hipsometria, declividade, aspecto), delineamento de áreas de preservação permanente (APP), modelo digital de superfície (MDS) que revela o contorno do dossel da vegetação, produção de mapas raster de parâmetros florestais como biomassa e carbono estocado. 

Já o escaneamento a laser terrestre, ou LiDAR TLS (terrestrial laser scanning), permite caracterizar tridimensionalmente as florestas, desde uma perspectiva próxima ao solo, sob o dossel das árvores. Nesse caso, os levantamentos produzem nuvens de dados LiDAR com alta densidade de pontos por m2. Dentre os produtos do LiDAR terrestre temos as medições que podem ser obtidas individualmente para todas as árvores em parcelas de inventário. Dessa maneira, o processamento das nuvens de dados permite obter, por exemplo, estimativas precisas de altura, diâmetros do tronco a diferentes alturas, forma de tronco e volume de madeira e biomassa por árvore.

A fim de acompanhar essa evolução tecnológica, empresas de chapas e celulose, coordenadas pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF), se uniram em um programa cooperativo de pesquisa e experimentação utilizando tecnologias LiDAR (denominado ProLiDAR). O objetivo do ProLiDAR é modernizar a gestão florestal de forma cooperativa e colaborativa, a partir de atividades coordenadas conjuntamente com profissionais das empresas e do Grupo de Estudos em Tecnologias LiDAR (GET-LiDAR) do Departamento de Ciências Florestais da ESALQ. 

As atividades de pesquisa e inovação, tanto no ProLIDAR como no GET-LIDAR, são orientadas pelo Prof. Luiz Carlos Estraviz Rodriguez da ESALQ, que é um dos Fellows do AgTech Garage e mentor da Forlidar, startup residente do hub. Além das atividades regulares de pesquisa e experimentação, o ProLiDAR promove oficinas anuais de capacitação convidando instrutores de renome internacional.

(Luiz Carlos Estraviz)

 

Mais sobre o Fellowship Program: http://www.agtechgarage.com/fellowship/

Leandro Gimenez fala sobre o impacto da pandemia no Agro e a retomada pós-covid

“O Impacto da pandemia no Agro e a retomada pós-covid”.

 

As atividades que ocorrem em muitas unidades em produção no campo não devem ser afetadas de modo efetivo, embora para alguns produtos específicos deverão ocorrer impactos severos, como é o caso da produção de plantas ornamentais.

Atividades que ocorrem em linhas de produção e com aglomeração de trabalhadores, como é o caso de frigoríficos, devem ser impactadas e é evidente que isso terá reflexo na cadeia. Como entretanto o mercado é globalizado, há poucos e grandes frigoríficos e nossa moeda fraca, não devem ocorrer danos expressivos. A situação colocará sob holofotes a capacidade dos formuladores de políticas em assegurar que produtores de menor escala permaneçam na atividade, uma vez que as margens devem ser reduzidas.

Em relação ao uso de tecnologias de informação e comunicação, estas estão em parte operando e em parte deixando a desejar. A falta de infraestrutura para comunicação nas regiões produtoras distantes de grandes centros será particularmente perniciosa para os que desenvolvem tecnologias que necessitam dessa infraestrutura e dos usuários.

Por fim, como já ocorreu na última crise econômica pela qual o país passou, empregos serão perdidos – e não serão repostos, pois haverão ganhos de produtividade e a economia levará tempo a se recompor.

(Leandro Gimenez)

 

Mais sobre o Fellowship Program: http://www.agtechgarage.com/fellowship/

Fernando Mendonça fala sobre o impacto da pandemia no Agro e a retomada pós-covid

“O Impacto da pandemia no Agro e a retomada pós-covid”.

 

Com o isolamento social decorrente da pandemia de Covid-19, eu e os demais professores da ESALQ/ USP fomos lançados subitamente ao EaD (ensino à distância), que tem sido um grande – e ótimo – desafio.

As limitações de mobilidade e as adaptações necessárias para ministrar aulas e conduzir atividades práticas com os estudantes me mostrou que nem eu, nem os outros professores, estávamos prontos para enfrentar tal situação.

Por parte dos estudantes, houve dificuldades de disponibilidade e capacidade de desktops e notebooks, e também com a instalação e o uso de softwares propostos para as tarefas práticas da disciplina (LEB1440 – Hidrologia e Drenagem).

De minha parte, tive que aprender a gravar áudios para as aulas (tentei contratar William Bonner ou William Waak, mas os orçamentos superaram minha capacidade) e melhorar o nível didático de material visual.

Isto mostrou 3 fatos:

         1) A USP não estava preparada para uma crise desse tipo e desse porte, mas provavelmente haverá um plano de contingência a partir daqui;

         2) Eu e a maioria dos professores não estávamos preparados para o EaD, mas nos adaptamos e, creio, faremos nosso plano de contingência;

         3) Há um grande caminho a percorrer e, provavelmente, o EaD será intensificado a partir daqui. Para isto, teremos que aprender a utilizar as ferramentas disponíveis, bem como desenvolver novas ferramentas para essa nova forma de ensino e interação.

(Fernando Mendonça)

 

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Paulo Pavinato fala sobre o impacto da pandemia no Agro e a retomada pós-covid

“O Impacto da pandemia no Agro e a retomada pós-covid”.

 

Para a agricultura brasileira de larga escala, o impacto da pandemia está sendo mínimo, com o andamento normal das colheitas e implantação/manejo da segunda safra nas várias regiões do Brasil. Obviamente que tomando os devidos cuidados para minimizar a propagação do vírus nas áreas de produção. Por outro lado, em função da flutuação do dólar perante o real, os valores das commodities como a soja e o milho estão se mantendo ou até subindo, o que está favorecendo os nossos produtores, pois os custos foram em época em que o dólar estava mais baixo e a receita está sendo maior agora. Exceção a isso para o algodão (menor demanda mundial) e para a cana-de-açúcar, cujo preço do petróleo reduziu muito no mercado mundial, forçando a baratear a gasolina por aqui, que por consequência, afeta o etanol, mas também a demanda por etanol reduziu em função da pandemia.

Falando especificamente do mercado de fertilizantes, o que estamos percebendo é uma redução gradativa dos preços mundiais, muito em função da redução da demanda em outros países. Como o Brasil depende em praticamente 75% de importação de fertilizantes minerais, isso irá favorecer em muito os agricultores brasileiros nesta próxima safra, com custos menores para implantação de suas lavouras. 

Dessa forma, acreditamos que este momento de crise será um marco para que os bons produtores se destaquem no mercado, pois aqueles que fazem uma boa gestão da produção e tem seus custos controlados, bem como fazem as negociações futuras para garantirem o retorno de seus custos, irão obter bons lucros na atividade agrícola nestes próximos dois anos.”

(Paulo Pavinato)

 

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Submissão de trabalhos para o Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão vai até 15 de abril

 

Submissão de trabalhos para o Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão vai até 15 de abril

 

Os estudantes e pesquisadores interessados em apresentar seus trabalhos durante o ConBAP 2020 – Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisã, têm até o dia 15 de abril para submeter o material no site do evento – http://www.asbraap.org/conbap/. Em sua nona edição, o ConBAP traz como tema “Agricultura de Precisão na era digital” e vai ocorrer de 18 a 20 de agosto, em Campinas (SP), no Expo Dom Pedro.

 

Além da submissão, no site estão disponíveis as inscrições para congressistas e para seis minicursos, além de uma prévia da programação que vai contar com tópicos como: a transformação digital e a agricultura de precisão; conectividade, inteligência artificial; automação e agtechs inovadoras em agricultura de precisão.

 

 De acordo com o presidente da AsBraAP, José Paulo Molin, o ConBAP a programação envolve palestras, minicursos e painéis técnicos, além de atividades científicas, apresentadas pelos mais renomados profissionais da área. “Paralelamente, há uma área de exposição de produtos e serviços, considerada a principal vitrine para relacionamentos com profissionais e usuários da AP. Também contamos com a Sala do Mercado, onde empresas podem se apresentar ao público presente”, explica.

 

O Congresso é promovido pela Associação Brasileira de Agricultura de Precisão – (AsBraAP), a cada dois anos, e reúne cerca de 800 participantes, entre profissionais da área, pesquisadores, professores, produtores rurais, estudantes, empresas e usuários das diferentes técnicas de agricultura de precisão e digital. 

 

Flávia Romanelli

Assessora de Imprensa

(19) 99787-4720

comunicacao@asbraap.org

 

Programa seleciona startups para inovar o agronegócio.


Programa seleciona startups para inovar no agronegócio

 

Segunda edição do Intensive Connection está com inscrições abertas até o dia 28 de fevereiro.

                                    

Ocupando já um lugar de destaque no cenário de inovação aberta dentro do setor agrícola brasileiro, o programa de potencialização de startups Intensive Connection, promovido pelo hub de inovação AgTech Garage, de Piracicaba, chega à sua segunda rodada ainda celebrando os resultados da sua primeira edição, realizada em 2019. Novos desafios aguardam os empreendedores, que têm em comum a missão de levar aos produtores rurais mais tecnologia, conhecimento e eficiência. As startups interessadas em participar do programa podem se inscrever até o dia 28 de fevereiro através do link: https://bit.ly/intensive-connection.

 

O programa foi concebido em parceria com quatro parceiros corporativos do AgTech Garage, conhecidos como Innovation Partners – Bayer, Ourofino Saúde Animal, OCP e Sicredi –  que estabeleceram temas estratégicos de impacto sobre a competitividade do agronegócio brasileiro. Na primeira fase do Intensive Connection serão selecionadas 20 startups, que se apresentarão a um comitê formado por executivos das empresas parceiras. Esse comitê ficará encarregado de definir os oito finalistas que participarão de uma jornada de experiências e aprendizados que se estenderá por dois meses. 

 

Para esta edição do evento, o objetivo da cooperativa de crédito Sicredi é empoderar o produtor rural através de soluções que tragam mais eficiência e assertividade na sua gestão. Já a empresa Ourofino Saúde Animal tem o foco voltado para a saúde animal, a Bayer busca novas tecnologias para medir a produtividade no campo nas culturas de soja, milho e algodão e a OCP está em busca de soluções voltadas para a saúde do solo e nutrição de plantas.

 

As oito startups finalistas serão conhecidas no dia 25 de março e no dia seguinte já será dado o pontapé inicial da série de atividades que podem mudar o rumo dos empreendedores selecionados. Ao longo do programa, as startups receberão atenção especial do time do AgTech Garage, tendo oportunidade de se relacionar com outros parceiros do ecossistema do hub, dentro do “Vale do Silício do Agro”, em Piracicaba. Terão também acesso a masterclasses com especialistas de mercado, poderão gerar POCs (provas de conceito do produto), fazer negócios ou co-desenvolvimento de novas soluções junto com os parceiros,  além de mentoria com empreendedores e executivos com larga experiência no mercado, acesso a programas de fidelidade dos parceiros para alavancar o acesso ao mercado das suas soluções e até viagens internacionais para centros de inovação e excelência. 

 

De acordo com José Tomé, CEO do AgTech Garage, o hub cultiva a diversidade de conhecimentos e intensifica as conexões de forma orquestrada. “Um processo efetivo de inovação na atualidade envolve a gestão do fluxo de conhecimento além das fronteiras da organização e nossa capacidade de inovar está ligada diretamente à capacidade de conexão e colaboração. Ter startups lado a lado de grandes empresas e produtores é fundamental e, sem dúvida, marca uma nova dinâmica da inovação no agro”, explica Tomé. 

O programa é equity free, ou seja, nem os parceiros,  nem o AgTech Garage se tornam sócios das startups, não existe comprometimento inicial nesse sentido, pois não é previsto nenhum investimento financeiro inicial. Os aportes podem ser negociados de acordo com o interesse das startups e dos parceiros corporativos durante ou depois do programa. 

Para outras informações e inscrições, as startups devem acessar a página do programa no site do AgTech Garage (http://www.agtechgarage.com/).

 

 

Primeira edição do programa já colhe resultados

 

Para os Innovation Partners, a primeira edição gerou muitos aprendizados, desafios e também frutos. Da relação Bayer e startups nasceu o Perfect Trace, um novo produto para rastreabilidade e pulverização de precisão. É a combinação dos nomes das duas startups selecionadas, Perfect Flight e Safe Trace. “Para a Bayer agregou muito valor, pois além do novo produto gerado desta parceria, aumentou o engajamento das duas startups com a Bayer, integrando os times internos nesta causa e uma clara evidência (ao mercado) do foco da empresa nos temas de inovação aberta” comenta André Koji Fukugauti – Project Manager na Bayer.

 

As duas startups selecionadas pelo Sicredi foram a Digifarmz e a Elysios. Ambas apresentaram muita sinergia com o propósito da empresa e hoje já aplicam suas soluções, em fase piloto, onde estão sendo validadas por mais de 80 produtores rurais na região Sul do Brasil, ajudando-os no combate a doenças na soja e na rastreabilidade da produção. Para Anderson Pivotto – Innovation Hunter do Sicredi, dois aprendizados se destacaram: “o primeiro é que fica nítido que a grande maioria dos produtores rurais ainda está distante deste universo de inovação, logo, carecem de empresas e parceiros que levem estas soluções até eles. E a segunda é que os produtores estão abertos a receber e aprender sobre novas tecnologias, desde que o custo-benefício oferecido não fique apenas na promessa”.

 

A OCP atribuiu grande valor ao participar na 1ª Edição do Intensive Connection e seu comitê se manteve cuidadoso na escolha das startups. Segundo Amine Nassaf – Latam Strategy and Corporate Development, “observamos principalmente as sinergias com nossos desafios e como a OCP poderia contribuir para o crescimento dessas startups. Também aprendemos muito, desde aspectos práticos, como as conexões que criamos e a possibilidade de levar para a OCP mais conhecimento sobre o movimento agtechs no Brasil, até aspectos mais intangíveis, como por exemplo, quando notamos a rapidez e a agilidade na tomada de decisão dessas empresas, quando precisávamos definir como apresentariam seu negócio para a matriz da OCP, no Marrocos”. Aliás, segundo Amine, “levar os empreendedores para o Marrocos foi uma oportunidade incrível de interação startup – grande corporação”.

 

GenesisGroup convida empreendedores e startups a colaborar no desenvolvimento de uma solução para automação do corte da soja para análise de amostras

Um dos gargalos do processo de análise e inspeção da soja envolve a automatização do processo de corte dos grãos, com agilidade e qualidade. O GenesisGroup, referência em testes, inspeções, análises, certificações e rastreabilidade para a cadeia do agroalimento decidiu buscar a ajuda de empreendedores, startups, universitários, centros de tecnologia e demais profissionais com ideias criativas para resolver esse problema. Para isso, conta com o apoio do hub AgTech Garage, do qual é parceiro.

Dessa necessidade nasceu o “Desafio GenesisGroup – Automatização do processo de corte do grão de soja”, que está aberto a todos os interessados.

“Não temos no momento uma solução que atenda, de forma eficiente, às nossas necessidades. Estamos buscando por meio desse desafio desenvolver opções criativas, funcionais e eficazes para o corte dos grãos da soja”, ressalta Fernando Souza, gerente comercial do GenesisGroup.


      

“Buscamos uma solução que alie segurança do classificador, ao mesmo tempo que dinamize o processo de corte da soja, dando agilidade, qualidade e elevados índices de eficiência”, complementa Souza.

 

 

Os interessados em participar do “Desafio GenesisGroup – Automatização do processo de corte do grão de soja” podem inscrever seus projetos até o dia 15 de dezembro. Todas as ideias serão avaliadas por especialistas do AgTech Garage e GenesisGroup. Os pré-selecionados serão convidados a apresentar seus pitchs aos executivos do GenesisGroup para posterior desenvolvimento das ideias mais aderentes.

O GenesisGroup e o AgTech Garage acreditam que a Inovação Aberta pode ser o caminho para encontrar a solução que buscamos. Importante destacar que mesmo que a ideia não esteja 100% desenvolvida, há possibilidade de se estabelecer projeto de co-desenvolvimento da solução com financiamento e apoio técnico por parte do GenesisGroup”, explica Fernando Souza.

Para inscrições e mais informações acesse: bit.ly/desafiogenesisgroup

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Identificação de contaminante plástico no algodão é oportunidade para empreendedores.

O Brasil encontra-se entre os cinco maiores produtores mundiais de algodão, liderando o ranking junto a países como China, Índia, EUA e Paquistão. Apesar disso, o processo produtivo ainda enfrenta diversos desafios pra melhoria da eficiência, como por exemplo o controle de plantas daninhas, a complexidade do manejo de pragas ao longo de toda a produção, as variações ambientais, a demanda de mão de obra qualificada, entre outras.

Além destes desafios, existem outros que muitas vezes não são citados de forma tão frequente, como os que envolvem as etapas de beneficiamento, onde ocorrem diversos processos que impactam na qualidade da fibra final. Por exemplo, em uma das etapas da colheita acontece o enfardamento com filme plástico que ajuda a manter a qualidade do algodão exposto a condições extremas no campo. Porém fragmentos desse plástico liberados durante o processamento se tornam contaminantes que causam sérios problemas nas etapas posteriores de beneficiamento, podendo provocar quebra de agulha na malharia, quebra de fio na tecelagem e defeitos visíveis no produto final após o tingimento.

Identificar esse tipo de contaminante (fibras sintéticas) é uma atividade fundamental não só para acompanhar a qualidade do algodão mas também para direcionar melhorias no processo objetivando diminuir as contaminações. E essa pode ser uma excelente oportunidade para empreendedores uma vez que a SLC Agrícola, um dos maiores produtores de algodão do país, está com uma chamada aberta para startups quem possam contribuir com a solução desse desafio. Esse é um entre os dez desafios que compõe a primeira rodada do programa de conexão com startups batizado de Agro Exponencial.

Abaixo imagens da contaminação do algodão durante o processamento:

Quer saber mais? Acesse este link e confira os detalhes de cada desafio e todas as etapas do programa!

SLC Agrícola busca conexão com startups e reforça prática da inovação aberta no Agro.

Quem é empreendedor sabe o valor de conhecer a fundo um problema relevante que merece ser endereçado e ter um parceiro de peso no desenvolvimento de uma solução escalável. Por outro lado, a tecnologia avança rapidamente e por mais que uma grande organização tenha recursos, as soluções exigem interdisciplinaridade e velocidade como jamais visto. Esse cenário é a base da inovação aberta que ganha força em diferentes setores da economia e mais recentemente no agronegócio. O programa AgroExponencial da SLC Agrícola lançado esse mês é um grande exemplo. A companhia, que é um dos principais grupos produtores no Brasil, listou 10 desafios tecnológicos que merecem a atenção dos empreendedores de startups. Entre eles, a gestão do gap de produtividade (yield gap), o monitoramento mais eficiente e escalável das culturas e a gestão da aplicação terrestre de defensivos agrícola. Todos os desafios podem ser conferidos no site do programa AgroExponencial.

“As iniciativas de conexão com startups já aconteciam na SLC Agrícola, a diferença é que com o programa AgroExponencial esse processo permeia toda a organização com a cultura da inovação aberta.”  Daniele Lopes, uma das coordenadoras do programa por parte da Innoscience, que firmou parceria com a AgTech Garage para reforçar a identificação de startups relevantes.

Para o Felipe Ninni, Business Development Director da Smartbreeder, startup que desenvolveu uma plataforma inteligente de previsão e automatização das tomadas de decisão, programas como esse contribuem muito para o sucesso das startups. “Fui surpreendido positivamente pelo lançamento do programa Agro Exponencial da SLC Agrícola. O fato de a companhia expor de forma clara e objetiva as suas dores, facilita muito o endereçamento das soluções por partes das startups. Iniciativas como essa contribuem muito para o desenvolvimento estruturado das empresas early stage que estão em busca de acessar mercado para provar suas soluções”, comenta o executivo que já atuou em fundo de investimentos e agora integra a equipe de empreendedor que lidera a startup.

O lançamento regional do programa aconteceu dia 11/04 em Piracicaba-SP, no novo hub AgTech Garage. A Daniele Lopes da Innoscience e o João Vanin da SLC Agrícola, apresentaram todos os detalhes do programa e dos desafios propostos, aproveitando também para tirar as dúvidas tanto dos presentes quanto de quem acompanhou através da transmissão ao vivo feita no Instagram.

Os empreendedores podem conhecer todos os detalhes do programa no site www.agroexponencial.com.br

As inscrições estão abertas até o dia 14 de maio!

Corra e garanta já a sua participação. E se entender que sua solução pode endereçar mais de um desafio não esqueça de se inscrever em todos eles.